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Síndrome do Pânico


Síndrome  do Pânico - Medo de ter medo

Até um tempo atrás, as pessoas achavam  que  síndrome do pânico era um bicho-de -sete- cabeças. Hoje em dia, felizmente, o problema já tem tratamento.


É difícil não ter pelo menos uma idéia do que seja a tal síndrome. Todo mundo já ouviu falar, conheceu alguém que teve os sintomas ou coisa que o valha. Ainda assim, muita gente não sabe onde buscar tratamento e nem como pode ajudar um amigo ou familiar que está entrando nessa. Façinho, façinho, não é. Mas é possível encontrar tratamento e apoio, para vencer o problema na boa e voltar a sorrir. Quer ver só?

Os primeiros sinais

De repente, o coração dá um salto e dispara. A garganta aperta e o ar parece não querer entrar nos pulmões. A visão fica borrada e escurece. Um suor gelado gruda na pele e a tontura faz desaparecer o chão debaixo dos pés. Em seguida, um medo intenso toma conta da gente, como se fosse um pressentimento de que algo ruim está para acontecer. A síndrome do pânico, uma doença cada vez mais comum e que atinge todo mundo, sem distinção de classe social, raça ou idade.

 

Tudo de uma vez só

O problema, há 20 anos, era chamado de crise aguda de ansiedade. Porém, a partir da década de 80, foi rebatizado como síndrome ou transtorno do pânico. Ele pode ser entendido mesmo como uma megacrise de ansiedade, que consegue reunir vários sintomas, mais fortes ou fracos, dependendo da pessoa. Eles podem ser os mesmos ou variar a cada ataque. Os mais freqüentes:

Tremores e formigamento nas mãos
Sensação de desmaio
Taquicardia
Dificuldade de respirar e boca seca
Transpiração abundante, mãos e pés gelados
Tonturas, vertigens e náuseas
Zumbidos no ouvido
Acordar, do nada, assustada
Sensação de estar fora do ar
Medo de que algo terrível aconteça
Pavor de morrer

Como estes sinais são comuns a outros distúrbios, físicos ou psicológicos, nem sempre o médico sabe dizer de primeira o que está acontecendo, pois o pânico pode ser confundido com outros problemas médicos.

 

Ai, que medo!

Primeiro surge um terror repentino, sem nenhum motivo aparente. Mesmo assim, esse medo exagerado detona uma série de sintomas físicos intensos. Uma crise pode levar de três a quatro minutos até meia hora, no máximo.A crise de pânico aparece sem dar aviso, Depois do primeiro ataque, a pessoa costuma criar um novo tipo de apreensão, chamado de agorafobia, que é o medo de sentir medo novamente. Não raro, ela então, começa a evitar as situações que desencadearam a crise.

 

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Se você já sentiu algo parecido...

Se você nunca sentiu nada parecido...

O melhor a fazer  é ir ao médico para que ele comprove (ou não) o diagnóstico. E uma dica: quanto mais rápido o problema for descoberto, melhor e mais fácil de se livrar dele! Assim, dá para evitar a agorafobia, considerada a pior conseqüência do transtorno. Ela acaba limitando as pessoas, afastando-as de tudo o que gostam. Tem muita gente que passa um tempão sem sair de casa só por medo de sofrer uma crise! Já pensou? Para tratar o problema, os médicos recomendam medicamentos apropriados e psicoterapia. ( tratamento Psicologico.)Enquanto os remédios estabilizam as substâncias fabricadas no cérebro (conhecidas como neurotransmissores), a psicoterapia ajuda você a compreender melhor suas próprias emoções e descobrir o que desencadeia as crises. Com um tratamento adequado, adeus medo!

Levante as mãozinhas pro céu e jure pra você mesma que jamais vai achar “frescura” quando um amigo ou familiar contar que está passando por isso. Tente confortá-lo, mostre o quanto o ama e não o exclua dos programas por causa de suas crises. Mesmo que ele recuse convite atrás de convite, não desista.  No mais, tente entender o que acontece com ele. Comece fazendo esse exercício: imagine-se andando sozinha por uma rua escura e deserta. De repente, você escuta passos às suas costas. Você não sente um medo daqueles? Pois com a síndrome do pânico o corpo reage assim, só que sem nenhum motivo aparente. Daí vem a necessidade de um tratamento. Frescura mesmo, só na cabeça de quem não se informa e ainda dá força pro preconceito. Passe longe, combinado?

   Alessandra André – Psicológa (Texto baseado na  reportagem  de Rose Mercatelli – Revista Atrevida )


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Dra. Alessandra Rosa Andre
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