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Relação entre alimentos e emoções


Relação entre alimentos e emoções

 

O ato de comer equivale, simbolicamente, a um ato de incorporação e introjeção: é gesto de levar substancias que nos transforma de certa forma. Somos o que comemos.

 Recorrer ao alimento é uma das maneiras mais simples e aparentemente gratificantes para anestesiar a ansiedade, o estresse, as frustrações etc.

Um dos grandes causadores de comilança são as dificuldades afetivas. Rompimentos, perdas, luto podem precipitar, em pessoas vulneráveis, alteração no comportamento alimentar, levando-as a comer demais ou até compulsivamente.

A explicação encontra eco na precoce associação emoção-comida. Ao bebê, quando chora, é oferecido o seio ou a mamadeira. Pode chorar por fome, por frio, calor, sono, por estar molhado, entre outras causas. De qualquer maneira, a solução a ele oferecida para aplacar o sentimento desagradável é a comida. A comida se torna “o primeiro antidepressivo e ansiolítico”, a primeira estratégia para lidar com sensações desagradáveis, com as primeiras frustrações.

Mais tarde, quando as frustrações afetivas ocorrerem, algumas pessoas, diante da impossibilidade de “anestesiar” o mal estar interno, poderão reativar o antigo e primitivo esquema.

  Uma vez identificado e tratado é feita a desconexão entre emoção e comida.

Habitualmente ansiedade, medo, raiva, stress, frustração, vergonha, cansaço, perdas, tristeza, depressão, e outros, estão associados com a alteração do apetite.

Cresce a auto-estima , cresce a segurança e diminui a necessidade de comer sem fome e a pessoa terá mais facilidade para aderir a um plano nutricional. O escudo que a gordura proporciona, sua função de defesa ou ataque, começa a perder a função. Muitas vezes a gordura pode defender a pessoa contra a intimidade.

 Existem recursos mediante a aplicação de teste de identificar pelo menos quatro Perfis psicológicos s em relação os alimentos:

 Regredidos - Preferem alimentos mais doces, que possam consumir em suas casas. Para esses o alimento representa a compensação que talvez não estejam encontrando na vida.

Agressivos - Preferem alimentos que se pode morder ou mastigar, como carnes. São mais nervosos, gostam de sabores fortes e picantes. Para esses  os alimentos representam uma fonte para descarregar

A hostilidade e o rancor.

Defensivo- Preferem alimentos pesados, ligados a solidez. Representa uma forma de os alimentos deixarem forte o bastante para agüentar as situações. Como se carregassem o mundo nos ombros.

Depressivos- Não tem preferência comem de tudo, além de dar pequenas beliscadas. O que importa para esse tipo é a quantidade de alimento e não a qualidade. O que representa a comida é o preenchimento do vazio interior

 

 Alessandra Rosa Andre

Psicóloga


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Dra. Alessandra Rosa Andre
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